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:: Reciclagem: dicas para não errar
Folha de Londrina :: 14/03/2007 ::

Separar o lixo reciclável é uma atividade que a cada dia está mais incorporada à rotina das residências. Diante de problemas ambientais e até mesmo do tão comentado aquecimento global, o reaproveitamento de materiais descartados, principalmente sob forma de embalagens, passou a ser fundamental para o equilíbrio do planeta. Na hora de selecionar o material que será separado para reciclagem, porém, surge a dúvida: afinal, que tipo de "lixo” pode ser reaproveitado?

Quem responde é José Paulo da Silva, coordenador da coleta seletiva na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina. Segundo ele, os resíduos domiciliares, produzidos no dia-a-dia das residências, são divididos em resíduos sólidos domiciliares - ou resíduos secos – e o chamado lixo orgânico.

A primeira classificação diz respeito ao material passível de reciclagem e inclui plástico, metal, vidro e papéis. Em Londrina, como regra geral, quase tudo o que é seco deve ser encaminhado à reciclagem, pois mesmo resíduos que ainda não podem ser reaproveitados, como alguns tipos de plástico e o isopor, são encaminhados à correta destinação pelas ONGs que fazem a coleta, triagem e escoamento do material.

Já o lixo orgânico diz respeito a restos de comida, papel higiênico, absorventes, fraldas descartáveis e outros materiais de banheiro. Esses resíduos devem ser colocados no lixo comum para serem enviados ao aterro sanitário.

Silva alerta que alguns produtos descartados nas residências oferecem riscos às pessoas e ao meio ambiente e, por isso, não devem ser destinados à coleta seletiva ou colocados no lixo comum. Leia nesta página quais são os resíduos considerados perigosos e o que fazer quando houver necessidade de descarte dos mesmos.

 

Como eu faço em casa

Na casa da engenheira civil Vanessa Alves Batista, de Londrina, a separação de embalagens para reciclagem é regra. Para facilitar o trabalho, ela deixa um cesto específico para os materiais reaproveitáveis ao lado do lixo comum, na lavanderia do apartamento. “É só uma questão de criar o hábito de jogar em um lixo separado”, diz ela, que recicla, além de produtos da cozinha, recipientes de xampu, cosméticos, caixas e todo tipo de embalagens. A orientação de Vanessa é sempre limpar o material reciclável antes de colocar no cesto, para evitar bichos e mau cheiro. A engenheira lembra, ainda, que as empregadas domésticas também devem ser conscientizadas sobre a importância de separar o lixo, para garantir que não haja descarte de recicláveis no lixo comum. Mãe de Vitória, de três anos, e grávida da segunda filha, Vanessa faz questão de ensinar a menina a reciclar. "Muitas vezes, mando algumas embalagens recicláveis para ela fazer trabalhinhos na escola. É uma forma das crianças entenderem que é possível fazer muitas coisas com esse material”. Ela alerta, também, que a reciclagem é obrigatória nos condomínios. “Aqueles que não separarem o lixo correm o risco de ficar sem a coleta do lixo orgânico”.

 

Fique atento

Muitos materiais utilizados em embalagens não são recicláveis, como é o caso de alguns plásticos e enlatados. Antes de comprar, observe no rótulo se a embalagem tem o símbolo da reciclagem. Sempre que possível, escolha os recipientes retornáveis na hora de comprar refrigerantes e outras bebidas.

 

Móveis usados

Móveis sem utilidade podem ser doados – em qualquer estado de conservação - para o Lar Anália Franco de Londrina. A instituição recolhe as peças nas casas dos doadores e realiza a restauração para posterior venda. Os profissionais do bazar de móveis também realizam serviços de restauração para terceiros, com renda revertida para o sustento das crianças atendidas pelo Lar. Interessados em doar podem ligar para os telefones (43) 3325-8060 ou 3322-2373 e solicitar o recolhimento dos móveis. É recomendável observar se o caminhão possui a identificação do Lar Anália Franco para evitar a doação para falsários.

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