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:: Não jogue no lixo (nem encaminhe à coleta seletiva)
Folha de Londrina :: 14/03/2007 ::

Lâmpadas fluorescentes

Muito utilizadas por proporcionarem economia de energia, as lâmpadas fluorescentes possuem mercúrio em sua composição e, por isso, não devem ser jogadas no lixo comum. Se encaminhado ao aterro sanitário, o mercúrio pode atingir lençóis freáticos e chegar aos rios que abastecem as cidades, oferecendo perigo à população que vai consumir a água e o peixe retirado desses mananciais. Londrina, hoje, não tem um depósito seguro para acomodar as lâmpadas. Por isso, a orientação dos responsáveis pela coleta seletiva e pelo lixo orgânico do município é que esses produtos devem ser devolvidos aos estabelecimentos onde foram comprados. De acordo com a lei, as lojas são obrigadas a aceitarem os resíduos, armazenarem-nos de maneira correta e devolve-los aos fabricantes para posterior descontaminação, assim como acontece com as embalagens de agrotóxicos.

 

Pilhas e baterias

Assim como as lâmpadas, possuem elementos tóxicos em sua composição e não devem ser jogadas no lixo. O procedimento correto é devolvê-las aos revendedores. As pilhas, quando recolhidas pelas ONGs da coleta seletiva, recebem correta destinação.

 

Óleo de cozinha

Por contaminar os recursos hídricos, não deve ser jogado no lixo comum ou no raio das residências. Como a coleta seletiva do município também não aceita esse resíduo, não há solução para o descarte. A recomendação dos responsáveis pela coleta de lixo é que as pessoas armazenem o produto em garrafas pet e guardem em casa, pois um grupo de pessoas que fabrica sabão líquido estaria interessado em fazer a coleta específica do óleo. Não há data prevista para consolidação dessa parceria.

 

Sobras de madeira

Não são recolhidos pela coleta seletiva e devem ser encaminhados pelo próprio interessado ao centro de trituração, no aterro sanitário, que fica na Estrada do Limoeiro (Zona Leste de Londrina)

 

Pesquisa oferece solução para as lâmpadas

Um grupo de professores do Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina está desenvolvendo um processo de descontaminação e reciclagem de materiais que compõem as lâmpadas fluorescentes. Fazem parte da equipe os professores Sônia Maria Nobre Gimenez, Antônio Alberto da Silva Alfaya, João Carlos Alves e Maria Josefa Santos Yabe, além dos alunos Thays Lima e Júlio César Alves.

A equipe conseguiu separar, em laboratório, a poeira fosforosa das lâmpadas, composta por cálcio, mercúrio, fosfato e outros elementos em pequenas concentrações. Com essa descontaminação, o vidro, o cobre e o alumínio utilizados na estrutura das lâmpadas ficam aptos a serem reciclados. Outro elemento passível de reciclagem é o mercúrio, que inclusive não tem extração no Brasil, tendo que ser importado para fabricação das próprias lâmpadas. O restante da poeira fosforosa pode ser lançado em solos degradáveis por não oferecer risco de contaminação ao meio ambiente.

A tecnologia tem grande potencial para ser utilizada em larga escala e poderá ser repassada a empresas ou entidades interessadas em realizar a descontaminação. Por ser uma instituição de ensino e pesquisa, a UEL não tem condições de receber lâmpadas usadas pela população para fazer a descontaminação.

 

Material hospitalar e farmacêutico

Agulhas, seringas, gaze, curativos e sobras de medicamentos, entre outros resíduos gerados por pacientes tratados em casa (ou em recuperação de cirurgias), devem ser levados às Unidades Básicas de Saúde (UBS) para descarte. Caixas e cartelas vazias de remédios podem ser colocados no lixo reciclável.

 

Material de construção

Quem faz a reforma tem por obrigação contratar uma caçamba para recolher os entulhos, que podem ser reciclados desde que não misturados com resíduos domésticos. Papel e papelão podem ser encaminhados à coleta seletiva.

Consultoria: engenheiro Elsone José Delavi, responsável técnico pelo aterro sanitário; e José Paulo da Silva, coordenador da coleta seletiva

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